A Destinada dos Dragões

A Destinada dos DragõesPT

Fantasia
Última atualização: 2026-03-10
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Eles eram apenas um mito... até que ela se tornou a noiva deles em um contrato impensável. Em um pacto para salvar seu povo, ela é levada para o mundo dos dragões, onde o ódio entre os clãs é tão intenso quanto a obsessão que eles sentem por ela. Agora, a "nossa humana" precisa sobreviver ao temperamento de cinco príncipes Dragões completamente diferentes e ao fogo de uma paixão que pode consumi-la. E entre o dever e o desejo, Orin terá que decidir se o beijo de um dragão é a sua salvação ou a sua perdição.

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Capítulo 1

Capitulo 1 – O Morto-Vivo e o Ogro

O horizonte a leste de Solária começava a se partir, revelando uma fenda de um rosa doentio e cinza pálido que lutava para expulsar a escuridão da noite. Para Dior, a promessa de um novo dia era apenas mais uma obrigação cronológica que ele não tinha mais energia para saudar.

Ele deslizava pela areia úmida da praia, seu corpo longo e serpentino de dragão azul movendo-se com uma graciosidade letal e silenciosa, as escamas refletindo a luz fraca e fria da manhã como metal submerso.

Seus pensamentos, no entanto, estavam presos na poeira da vila que deixara para trás nas horas escuras. O cheiro de doença, os olhares ocos de mães sem leite e o silêncio fúnebre de prateleiras vazias. Ele trazia nos ombros o peso de um povo que ruía faminto e sem recursos.

— Principe Dior! Finalmente... achei que teria que inundar a costa para você notar minha presença tão cedo.

A voz de Luminara surgiu como um chicote de seda, quebrando a sinfonia frágil do amanhecer. Ela emergiu das dunas, exalando um perfume floral sintético que agredia a pureza da brisa matinal. Vestia sedas translúcidas que se colavam estrategicamente às suas curvas, movendo-se com uma volúpia ensaiada, como se a praia fosse o seu palco e Dior, o seu prêmio.

— Aquela vila é um tumor, querido. Um desperdício de oxigênio — ela sibilou, aproximando-se o suficiente para que Dior sentisse o calor invasivo da sua respiração, contrastando com o frescor da manhã. Ela passou uma unha afiada pelo peitoral dele, ignorando o frio gélido que emanava daquelas escamas. — Por que definhar entre miseráveis quando poderia estar se afogando em mim? Eu sou o que você precisa, a melhor fêmea para o seu reino.

Dior parou. Ele não desviou o olhar do mar cinzento. Seus olhos azulados, marcados por uma cicatriz que parecia uma fenda em um iceberg, permaneciam apáticos à beleza do sol nascente. Ele era como um "morto-vivo" em sua forma mais pura. Um bloco de gelo que se recusava a derreter sob o calor forçado dela.

— Ninguém nunca vai te querer de verdade, Principe Dior. Olhe para você... — Luminara rosnou, a voz subindo de tom, ferida pela indiferença monótona dele sob a luz clara da manhã. Ela se postou à sua frente, forçando o contato. — Você parece um cadáver que esqueceu de apodrecer. Um monstro frio e solitário, com uma cicatriz que espanta qualquer desejo e com uma língua que irrita qualquer um. Mas eu? Eu estou disposta a aceita-lo. Sem mim, você é apenas um erro da natureza. Ninguém vai amar um rei feio, irônico e desinteressado.

Em um surto de audácia irritante, ela se lançou contra o peito dele, as mãos apertando seu rosto enquanto buscava seus lábios em um beijo que cheirava a ambição e luxuria barata.

O movimento de Dior foi um borrão de velocidade predatória, mais rápido que o primeiro raio de sol. Antes que ela pudesse poluir sua boca, ele a agarrou pelos pulsos e a afastou.

Não houve grito, nem rosnado; apenas o estalo seco dos ossos dela sob a pressão da força dele. Ele a encarou de perto, a face a centímetros da dela, exalando uma aura tão ríspida e perigosa que o ar matinal ao redor pareceu cristalizar.

— Você fala muita merda. Você só está atras de mim, porque estar comigo vai te dar poder. Coisa que os seus machos não lhe dão.— A voz dele era um sussurro ríspido. — Mas sua língua é tão suja quanto a sua alma. Antes de se preocupar com quem vai te dar poder, deveria se preocupar com a filhote que você abandonou. Ela está morrendo de febre enquanto você se oferece como carne em leilão para alguém que está cagando para você. Eu não preciso de uma rainha e ela precisa de uma mãe que não seja um verme. O que sinceramente, acho difícil, vendo que a mãe dela é você.

Luminara soltou um arquejo de dor e puro choque. A humilhação queimou em seu rosto como ácido sob a luz crescente do dia. Ela se soltou com um puxão violento, tremendo de fúria contida, as unhas cravadas na palma da mão.

— Pode bancar o herói dos pobres o quanto quiser, Principe Dior! — ela gritou, a voz trêmula de ódio enquanto recuava, sua figura banhada pelo rosa doentio do céu. — Mas a conta vai chegar. Você precisa de uma rainha para manter essa coroa na sua cabeça e esses lixos que você chama de povo protegido. Mas quem vai querer um macho como você? Quem vai aceitar dividir o trono com um homem que não sente nada? Você vai apodrecer sozinho, e quando o conselho te descartar como o lixo que você é, não venha rastejar para mim! Pois eu sou a única que pode ser a sua rainha.

Ela deu as costas, partindo com passos pesados pelas dunas, deixando para trás apenas o cheiro de seu perfume enjoativo e o eco de suas palavras cruéis.

Dior permaneceu imóvel sob a luz do sol que agora vencia o horizonte. A máscara de apatia continuava lá, mas por dentro, as engrenagens de sua mente estavam travadas.

"-Preciso de uma rainha..." - O conceito de ter uma fêmea ao seu lado, alguém para tocar, para ouvir, para ser o pilar de um futuro que ele mal conseguia visualizar, trouxe uma angústia física, uma pressão no peito que nem as profundezas do oceano causariam.

Ele olhou para o horizonte que agora brilhava, sentindo o peso da coroa invisível esmagar seus ombros. Ele podia precisar de uma rainha, mas não havia nada no mundo que o fizesse aceitar Luminara.

Não muito longe dali, ainda em Solária, o sol da manhã mal havia vencido os picos escarpados mas o som metálico de lâmina contra pedra ecoava pelo pátio de treinamento.

Tork não treinava com elegância; ele lutava como se quisesse partir o próprio mundo ao meio.

Sem camisa, seu torso maciço estava coberto por uma película de suor que fazia seus músculos saltarem sob a pele bronzeada. Cada golpe de sua espada pesada levantava faíscas e poeira.

Ele era um bruto, um gigante de pedra e fúria que ignorava o cansaço. Para ele, a força era a única linguagem que não mentia.

— Príncipe Tork! — A voz anasalada do conselheiro de sua mãe cortou o ritmo do seu treino. — Sua Graça, a Rainha Serafina, exige sua presença imediata nos aposentos reais.

Tork não respondeu de imediato. Ele desferiu um último golpe devastador num boneco de palha reforçado, decapitando-o com uma violência desnecessária. Ele limpou o suor da testa com o antebraço grosso, bufando como um touro, e cravou a espada no chão de terra antes de caminhar em direção ao castelo, sem sequer olhar para o conselheiro. Seus passos eram pesados, ignorantes a qualquer protocolo de nobreza.

Ao entrar nos aposentos de sua mãe, o contraste foi imediato. O luxo das sedas e o cheiro de incenso o irritavam. A Rainha mãe, Serafina, estava reclinada em seu divã, com uma expressão de sofrimento ensaiada.

— Meu filho... — ela começou, levando a mão ao peito como se o coração estivesse prestes a falhar. — Olhe para você, coberto de terra de novo. Até quando vai ignorar os seus deveres como príncipe? Eu estou ficando velha, Tork. Meu único desejo é ver meu filho com uma consorte, segurar meus netos nos braços antes que o tempo me leve.

Tork soltou uma risada rouca e gutural, que soou mais como um rosnado.

— Deixe de drama, mamãe. Você tem mais saúde que metade dos meus soldados — ele disse divertido, apesar da voz grossa e áspera, sem um pingo de paciência. — Não estou interessado em fêmeas, para esquentar a minha cama. Tenho problemas reais. O Principe Alaric continua escondendo as ervas medicinais nas florestas dele, e eu preciso dar um jeito de fazer aquele príncipe emplumado compartilhar o que nos pertence por direito. O nosso povo está morrendo sem as ervas necessárias.

Serafina revirou os olhos, ignorando a preocupação política do filho.

— O Principe Alaric pode esperar! O que não pode esperar é a sucessão. — Ela se sentou, os olhos brilhando com uma ideia perigosa. — E sobre uma consorte... o que acha de Venenosa? Ela é fértil, poderosa e tem demonstrado um interesse muito particular em você.

Tork estancou no lugar. Seus punhos se fecharam e uma veia saltou em seu pescoço. Ele se virou para a mãe com um olhar que faria um soldado experiente recuar.

— Venenosa? — Ele cuspiu o nome como se fosse veneno real. — Nem morto! Mãe, eu não me tornarei o novo brinquedo daquela fêmea nem que o reino inteiro desabe. Ela não quer um parceiro, ela coleciona machos como se fossem troféus de caça. Ela só quer a porra da posição de Rainha e o poder que vem com o meu nome. Aquela mulher é uma víbora que devora o que toca. A senhora não pode estar falando sério.

— Ela é uma opção estratégica! — a Rainha gritou, perdendo a compostura. — Você precisa de alguém ao seu lado, Tork! Alguém que controle esse seu temperamento de animal!

— Eu não preciso de uma coleira, mãe! — Tork rugiu de volta, a voz fazendo os candelabros de ouro tremerem. — Eu preciso de soluções, não de uma fêmea ambiciosa me rodeando.

Ele deu as costas, o cheiro de suor e esforço físico deixando um rastro no ambiente refinado da mãe.

— Aonde você vai? Não terminamos! — Serafina clamou, desesperada.

— Mas eu terminei, mamãe. — ele gritou por cima do ombro, sem parar de caminhar. — Tenho uma reunião agora com os outros príncipes e não vou chegar atrasado por causa das suas fantasias. Resolva seus dramas sozinha. Eu tenho mais o que fazer.

Ele saiu batendo a porta com tanta força que o som pareceu uma explosão. Tork estava furioso, a adrenalina do treino ainda queimando em seu sangue, e a simples ideia de ser forçado a um acasalamento político o deixava com vontade de derrubar as paredes do castelo com as próprias mãos.

“- Venenosa? É ruim, heim!”

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Capitulo 1 – O Morto-Vivo e o Ogro
Capitulo 2 – O Destino B**e à Porta
Capitulo 3 – Entre a cruz e a espada.
Capitulo 4 – A curiosidade quase matou a gata
Capitulo 5 - À Mercê dos Cinco?
Capitulo 6 - Sob os Olhares dos Predadores
Capitulo 7 - Rastros de uma invasora
Capitulo 8 - Encurralada
Capitulo 9 - Proposta
Capitulo 10 - O Acordo
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