O quarto estava mergulhado em penumbra quando abri os olhos. O silêncio era denso, cortado apenas pela brisa suave que entrava pelas frestas da janela. Minha atenção foi capturada por algo sobre a cadeira próxima à cama: um vestido. Um vestido justo, de um vermelho tão profundo que mais parecia vinho recém-derramado. Ao lado, cuidadosamente dobrada, uma pequena carta repousava.
Meus dedos hesitaram antes de tocá-la. O papel era firme, com a caligrafia perfeita que eu já reconhecia como dele.
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