KAELEN
O elevador subia com um rangido suave, um som antiquado e orgânico que me era completamente estranho. Eu estava acostumado ao silêncio absoluto dos meus sistemas de transporte, ao deslizar imperceptível da tecnologia aurélia. Aqui, cada ruído era uma declaração de imperfeição, de uma realidade mais áspera e real. O prédio onde Maya agora residia – por minha intervenção, claro – ainda estava na Baixa Nova Iorque, mas num enclave menos degradado. A fachada tinha sido reformada, o lobby, a