MAYA
O cheiro de gorura e café passado impregnava o ar do Blue Star, um aroma que já se tornara a trilha olfativa da minha vida. Eram quase três da tarde, e eu limpava a última mesa do canto, aquela onde um grupo de operários havia deixado marcas de pão e manchas de molho em tudo. Meus pés doíam, as costas latejavam da horas em pé, e a mente já antecipava a exaustão do segundo turno na limpeza dos escritórios. Mas havia uma certa paz na rotina, na previsibilidade de saber que, ao final do dia,