– A VERDADE QUE NÃO SABE SE DISFARÇAR
EVENTO – DIA SEGUINTE
WILLIAM
O salão estava cheio demais.
Cheio de gente. Cheio de olhares. Cheio de versões.
Eu caminhava com Daiane ao meu lado, sentindo o peso invisível de cada cochicho. Ela mantinha a postura perfeita — cabeça erguida, expressão serena, a mão apoiada levemente em meu braço, como quem pede proteção sem precisar verbalizar.
— Você está bem? — ela perguntou, baixo.
— Estou — respondi.
Não era mentira. Mas também não era verdade.