– LIMITES INVISÍVEIS
ANA
A decisão não veio de uma frase dita em voz alta.
Veio do silêncio.
Do modo como acordei naquela manhã e percebi que algo dentro de mim tinha se organizado… não para lutar, mas para sobreviver.
A casa estava diferente.
Não fisicamente — os móveis eram os mesmos, o cheiro do café ainda se espalhava pelos corredores, Theo ainda deixava brinquedos pelo caminho.
Mas havia uma presença nova.
E com ela, uma linha invisível atravessando tudo.
Levantei-me cedo, como sempre.
Pr