– LIMITES QUE DOEM
ANA
Eu senti antes de saber.
Era uma inquietação que não se explicava — como se o ar da casa estivesse mais pesado, como se algo tivesse sido deslocado do lugar enquanto eu não olhava.
Theo estava sentado no tapete da sala, desenhando.
Quieto demais.
— O que você está fazendo, meu amor? — perguntei, me abaixando ao lado dele.
Ele cobriu o papel rapidamente.
— Nada.
Nada nunca é nada.
— Posso ver?
Ele hesitou, depois virou a folha devagar.
Era outro desenho.
Duas casas. Uma m