ANA
Ir até a faculdade sozinha parecia pequeno para qualquer outra pessoa.
Para mim, era enorme.
Vesti algo simples, arrumei os cabelos com cuidado e respirei fundo antes de sair do quarto.
Não era vaidade. Era respeito comigo mesma.
Eu precisava entrar ali como alguém que sabia o que merecia.
William estava na sala, falando ao telefone. Quando me viu, desligou.
— Posso te levar — disse.
— Eu sei — respondi. — Mas hoje… eu preciso ir sozinha.
Ele me observou por alguns segundos.
Não insistiu.