CAPÍTULO 52 – QUANDO O MUNDO RESPONDE
ANA
A rotina começou a se encaixar como peças que, finalmente, faziam sentido.
Theo acordava cedo, agora com pressa. Colocava o uniforme quase sem ajuda, contava os minutos para o café e falava sem parar sobre os colegas, a professora, o recreio.
— Hoje a gente teve aula de arte — ele contou naquela manhã, enquanto eu arrumava a mochila. — Eu desenhei um foguete.
— E para onde ele foi? — perguntei.
— Pra um lugar que ainda não existe — respondeu, conv