CAPÍTULO 14 – PRIMEIRA MANHÃ EM TORONTO
ANA
Acordei com um sol tímido atravessando a cortina grossa do quarto. Por um segundo, esqueci onde estava. O teto alto, a cama enorme, o silêncio absoluto… nada disso se parecia com o orfanato. Nem com o quartinho apertado que eu dividia antes de me despedir de tudo e de todos.
Respirei fundo.
Toronto.
Eu realmente estava aqui.
Sentei devagar, sentindo o peso suave do cobertor ao deslizar pelas minhas pernas. Tudo parecia novo, grande demais, sofisticado