– O QUE PERMANECE QUANDO O BARULHO CESSA
WILLIAM
O silêncio do apartamento me atingiu como um soco lento.
Não era solidão. Era eco.
Tirei o paletó, larguei sobre a poltrona e fiquei parado no meio da sala, como se ainda estivesse ouvindo a música distante da balada, o riso de Ana, o brilho que ela carregava sem pedir atenção.
Sentei no sofá.
Passei a mão no rosto.
O que tinha sido aquilo?
Ciúme? Instinto? Ou apenas a constatação tardia de que algumas perdas não se resolvem com o tempo —