Yana
Sentei-me em um banco de madeira na praça e fiquei apenas observando o vaivém das pessoas.
Às vezes, eu me sentia diferente de todo mundo. Tão solitária em minhas dores, tão isolada nos meus traumas. Eu tinha sido moldada por monstros que sentiam prazer em ver o outro sofrer; pessoas para quem infligir dor era divertido, uma fonte de puro gozo. Tudo o que me fizeram naquele inferno me transformou no que eu era hoje: uma mulher quebrada, medrosa, a mera sombra de alguém que eu poderia ter si