Capítulo 118
Yana

Sentei-me no banco da praça e fiquei observando as pessoas que ali estavam.

Às vezes me sentia tão diferente de todo mundo. Tão solitária em minhas dores e traumas.

Fui moldada por pessoas que sentiam prazer em ver o outro sofrer. Infligir dor era divertido, prazeroso para eles.

O que me fizeram me moldou no que sou hoje; sou quebrada, sou medrosa, uma sombra de alguém.

— Olá! Você pode abrir esse doce para mim? — A voz de uma linda menininha me tirou da minha nevoa de alta piedade.

— Oi —
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