Yana
Sentei-me no banco da praça e fiquei observando as pessoas que ali estavam.
Às vezes me sentia tão diferente de todo mundo. Tão solitária em minhas dores e traumas.
Fui moldada por pessoas que sentiam prazer em ver o outro sofrer. Infligir dor era divertido, prazeroso para eles.
O que me fizeram me moldou no que sou hoje; sou quebrada, sou medrosa, uma sombra de alguém.
— Olá! Você pode abrir esse doce para mim? — A voz de uma linda menininha me tirou da minha nevoa de alta piedade.
— Oi —