Yana
Acordei mais cedo do que o habitual naquela manhã. O sol entrava tímido pela fresta da cortina, iluminando o quarto de um jeito suave, quase cuidadoso, como se não quisesse me assustar. Fiquei alguns minutos deitada, observando o teto, sentindo o peso do corpo sobre o colchão e algo diferente dentro de mim. Não era felicidade. Ainda não. Mas também não era o desespero de sempre.
Levantei-me devagar e fui para a cozinha. Preparei o café com calma, sentindo o cheiro forte se espalhar pelo am