Há uma semana, exatamente nesse horário, eu estava saindo do hospital.
Arthur tinha ido me buscar. Sofia me esperava no jardim com um cartaz torto, colorido demais para caber no mundo que tínhamos vivido. Cecília organizava a casa com aquele cuidado silencioso que só quem ama sem alarde consegue ter. Eu lembro de pensar, naquele instante, que talvez a vida estivesse nos devolvendo algo.
Hoje, no mesmo horário, estou em uma maca.
A diferença entre esses dois dias me atravessa como um soco.
A man