Arthur não voltou a dormir, a mensagem permaneceu acesa na tela do celular como uma ferida aberta. Ele leu e releu, tentando encontrar um erro, uma brecha, qualquer coisa que diminuísse o peso da ameaça. Não havia. Cada palavra estava ali para ferir com precisão.
Ele se levantou devagar, como se o silêncio da casa pudesse quebrar. Foi até o quarto de Sofia, a porta entreaberta deixava escapar a luz suave do abajur. Ela dormia de lado, o rosto tranquilo demais para alguém que já tinha visto o mu