Laura fugiu, não houve despedidas, nem hesitação. Apenas a certeza fria de quem sabe exatamente o que fez — e decide não olhar para trás. Dirigiu por horas, trocando de estrada como quem troca de nome, deixando para trás rastros confusos e versões ensaiadas. Ela tinha consciência do ato, cada segundo, cada escolha, mas consciência não é arrependimento quando o instinto é sobreviver.
Na cabeça dela, a história já estava sendo reescrita. Helena devia estar morta agora e era nisso que Laura se aga