Quando voltei da casa daquela tal Helena — a babá da minha nada querida filha — eu ainda tremia, não de medo, de raiva. Daquela que queima por dentro e faz a gente confundir barulho com verdade.
Eu precisava que Sofia entendesse, precisava que ela voltasse a olhar para mim como olhava antes, quando eu ainda acreditava que ser mãe era um direito automático. Falei muitas coisas, escolhi palavras como quem escolhe armas: afiadas, certeiras, pensadas para ferir e convencer.
Falei que Helena ia embo