Longe dali, em uma casa onde o silêncio pesava mais do que as paredes, Clarice aprendia a viver de fragmentos. Recortes de jornal, manchetes digitais, notas sociais.
Qualquer coisa que trouxesse o sobrenome Monteiro estampado em letras públicas.
Ela nunca admitiria em voz alta, mas já decorara os horários em que as principais colunas sociais atualizavam notícias. Sabia quais revistas costumavam publicar eventos empresariais. Sabia até o padrão das fotos: Arthur de terno impecável, postura firme