Helena percebeu antes de entender. Havia algo no ar — não uma ameaça clara, mas um deslocamento sutil, como quando uma casa conhecida começa a ranger em pontos que antes eram silenciosos. O dia começou comum demais, e talvez fosse exatamente isso que a deixou alerta.
Arthur estava mais contido, não distante, contido. Falava menos, observava mais, como alguém que mede cada palavra antes de deixá-la sair. Helena conhecia aquele tipo de postura, não era frieza, era proteção.
— Você está quieto. —