CAPÍTULO 12 - FORA DO HORÁRIO

O relógio marcava quase meia-noite quando Arthur percebeu que ainda estava acordado. Não no escritório, não diante de relatórios ou telas acesas. Estava na sala, com as luzes baixas, o paletó esquecido sobre o encosto da cadeira e uma xícara de café já frio entre as mãos. A casa dormia — ou fingia dormir —, mas ele sentia que algo permanecia desperto junto com ele. Helena. Não fisicamente, não ainda, mas na forma como o silêncio parecia diferente desde o beijo. Mais atento. Menos vazio.

Havia horários para tudo naquela casa. Horário de acordar, de trabalhar, de cuidar, de ser forte. Arthur sempre funcionara bem dentro dessas margens. Fora delas, sentia-se exposto. Vulnerável. Humano demais para alguém que passara a vida inteira controlando cada movimento e Helena… existia exatamente fora do horário.

Ela também não dormia. Estava sentada na beira da cama, o quarto iluminado apenas pela luz fraca do abajur. O silêncio ali não era incômodo — era carregado. Helena revivia o dia com uma pr
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