O relógio marcava quase meia-noite quando Arthur percebeu que ainda estava acordado. Não no escritório, não diante de relatórios ou telas acesas. Estava na sala, com as luzes baixas, o paletó esquecido sobre o encosto da cadeira e uma xícara de café já frio entre as mãos. A casa dormia — ou fingia dormir —, mas ele sentia que algo permanecia desperto junto com ele. Helena. Não fisicamente, não ainda, mas na forma como o silêncio parecia diferente desde o beijo. Mais atento. Menos vazio.
Havia h