O portão da mansão Monteiro fechou-se com o mesmo ruído metálico de sempre, firme, preciso, quase reconfortante. Para quem vivia da segurança, aquele som significava controle. Para mim, significava rotina. E rotina, depois de tudo o que havíamos passado, era algo raro — precioso demais para ser ignorado quando algo destoava.
Eu estava na guarita principal, analisando as imagens das câmeras, como fazia todas as manhãs. A troca de turnos havia sido tranquila, os relatórios da madrugada não indica