O cheiro característico do hospital ainda provocava em Helena uma mistura estranha de gratidão e cansaço. Não era medo — esse sentimento ela aprendera a domesticar nas últimas semanas —, mas uma lembrança insistente de tudo o que havia acontecido entre aquelas paredes. Dor, espera, silêncio, orações mudas. Ainda assim, naquele dia, algo era diferente. Mais leve.
Arthur caminhava ao seu lado, atento, mas tentando não demonstrar o excesso de cuidado que insistia em carregar desde o último ataque.