Levanto do sofá redondo quase num pulo.
O silêncio é pura agonia enquanto Samiel atravessa as portas do salão. Sangue mancha os dedos e a blusa rasgada dele, mas é o seu olhar que me congela — tão cheio de ironia e violência que trava meu oxigênio.
E, de uma forma distorcida e doentia, é justamente esse olhar que me traz um alívio que deveria ser impossível.
“Mais força da natureza do que alma” — como Zara disse.
Essa "força da natureza" veio por minha causa. E eu tenho certeza que ninguém aq