O homem na minha frente me encara com olhos apreensivos, metade do corpo sentado em uma mesa de mogno enorme, enquanto eu conto tudo que eu sei sobre a noite. Seu nome é Samiel, mas eu ainda não entendi bem qual a natureza da nossa relação.
Estamos no que ele chama de escritório, mas parece o lounge de um bar dentro de outro bar, e eu calço as botas que parecem um número abaixo do meu — botas sujas e cheias de pó por dentro.
— Faz sentido que Volkov seja o seu pai, sua mãe se refugiou entre el