A mesa da fazenda parecia um banquete de celebração contínua. O cheiro de café passado no coador de pano misturava-se ao aroma dos pães de queijo recém-saídos do forno e da geleia de jabuticaba colhida no pomar. Helena ocupava a cabeceira, radiante por ver a família reunida e segura, enquanto Maya, vestindo um vestido leve de algodão, observava tudo com olhos curiosos, ainda se adaptando à luz e à liberdade.
Gabriel chegou à cozinha com Arthur montado em seus ombros, fazendo o pequeno "voar" até a cadeira alta. Eliza vinha logo atrás, com os cabelos presos em um coque descontraído, mas com um brilho no olhar que denunciava a felicidade da noite anterior.
— Dormiram bem? — Helena perguntou com um sorriso cúmplice, servindo o café fumegante para Gabriel.
— Melhor do que em anos, mãe — admitiu Gabriel, sentando-se e roubando um pedaço de queijo minas. — Estávamos pensando... a clínica na cidade precisa de equipamentos novos. Quero transformar aquele lugar em um centro de referência,