A noite de inauguração do novo memorial finalmente chegou ao fim. O hospital estava silencioso, banhado pela luz suave da lua que atravessava as janelas de vidro do gabinete da diretoria.
Gabriel estava parado diante da janela, observando as luzes da cidade. Ele sentiu mãos suaves envolverem sua cintura por trás. O perfume de baunilha e jasmim de Eliza foi o único sedativo que realmente funcionou para seus nervos nos últimos meses.
— Você ainda está no modo "diretor", doutor? — sussurrou Eliza, encostando o rosto nas costas dele. — A cirurgia de refundação foi um sucesso. O paciente vai sobreviver.
Gabriel virou-se nos braços dela, puxando-a para mais perto. Seus olhos, antes frios e focados apenas em protocolos médicos, agora brilhavam com uma vulnerabilidade que apenas ela conseguia acessar.
— Eu passei tanto tempo tentando consertar os corações dos outros, Eliza... mas nunca percebi que o meu estava quebrado até você entrar naquela sala de administração e roubá-lo para você.
E