Gabriel havia acabado de sair do quarto para buscar um café e falar com a equipe da UTI Neonatal. O silêncio da unidade de terapia intensiva era interrompido apenas pelo som rítmico dos aparelhos. Eliza tentava controlar a própria respiração, focando na imagem do filho que Gabriel havia lhe mostrado por foto.
Foi quando um leve ruído metálico vindo da base da porta chamou sua atenção.
Um pedaço de papel pardo, dobrado de forma grosseira, deslizou pelo chão de mármore branco, parando exatamente no feixe de luz que vinha do corredor.
Com um esforço sobre-humano e ignorando a pontada aguda em seus pontos, Eliza se inclinou lateralmente na cama. Seus dedos tocaram o papel frio. Ao desdobrá-lo, o sangue dela pareceu congelar novamente. Não era uma carta, era uma prescrição médica oficial do hospital Saint Jude, mas o nome do paciente estava em branco.
No campo das observações, escrito com uma caligrafia apressada e violenta, dizia:
"O diagnóstico de alta não depende do Dr. Vance. Eu a