O quarto da UTI neonatal estava mergulhado em um silêncio artificial, quebrado apenas pelo bipe rítmico e reconfortante dos monitores. Gabriel não havia saído do lado dela. Ele ainda usava o pijama cirúrgico, agora amassado, e seus olhos carregavam olheiras profundas de quem encarou o abismo e sobreviveu.
Eliza sentiu o peso nas pálpebras antes de conseguir abri-las. O cheiro de antisséptico e o som dos aparelhos a trouxeram de volta à realidade num solavanco de memória. A última imagem que