O chão frio de concreto parecia sugar o calor do corpo de Natalie. As cordas apertavam seus pulsos, as mãos formigando, e o gosto metálico de sangue ainda pairava em sua boca, onde a fita adesiva tinha sido removida há pouco.
Ela estava sentada em um canto da sala, os joelhos encolhidos, as costas contra a parede úmida. As luzes do teto piscavam de vez em quando, criando um ambiente ainda mais sufocante e claustrofóbico.
O relógio na parede seguia sua contagem cruel: 05:47:32.
Cada segundo q