19. Um favor perigoso
A noite caiu silenciosa sobre a mansão, e eu ainda não havia saído do quarto desde que voltei da biblioteca. Vestia uma camisola leve e o mesmo robe de seda, e o vazio no peito parecia crescer a cada minuto. A ausência de Dante era uma ferida aberta.
Foi quando ouvi batidas secas na porta. Me virei devagar, hesitando. Talvez fosse Rosete, pensei. Mas ao abrir, me deparei com um homem alto, de cabelos escuros e olhos intensos. Ele usava um terno escuro impecável e um relógio de ouro reluzia em s