18. Silêncio depois do prazer
Estendi a mão por puro instinto, buscando o calor dele ao meu lado na cama, mas encontrei apenas lençóis frios e desarrumados. Sentei-me devagar, os músculos ainda doloridos, o corpo marcado por algo mais intenso do que qualquer noite que já vivi.
Chamei por ele, num sussurro hesitante:
- Dante?
Nada. Nenhuma resposta. Nenhum som de água no banheiro, passos no quarto ou roupas sendo vestidas. Silêncio absoluto. A ausência dele preenchia o cômodo como uma sombra fria.
Levantei da cama com o cora