31. Presságio
As luzes do cassino ardiam com um brilho quase insuportável, e o som incessante de fichas e moedas reverberava como uma batida frenética em meus ouvidos. Eu estava ali, sentada à mesa onde Dante me deixara, tentando fingir que aquele ambiente me era familiar. Tentando parecer confortável, natural, segura. Mas tudo dentro de mim gritava o contrário.
O vestido colava no meu corpo, mais apertado do que me lembrava, como se quisesse me lembrar de que aquele mundo não me pertencia. Ainda assim, mant