28. Você é minha
(Dante)
O canto do quarto parecia engolir Alina, como se a própria sombra quisesse protegê-la de mim. Mas não havia abrigo seguro entre aquelas paredes. Meus olhos estavam fixos nos dela - grandes, assustados, brilhando com algo que não era apenas medo. Era fome. Era desejo. Era a maldita contradição que ela ainda tentava lutar dentro de si.
O coração dela pulsava tão alto que eu podia ouvi-lo daqui. E foi então que ela falou. A voz saiu trêmula, mas cheia de uma fúria que apenas alguém verdade