Melanie Pov
Bea me conduz por entre as ruas do distrito de serviços. O ambiente ganha mais um aspecto urbano, com edifícios de quatro andares, alguns com cinco, muitos edifícios têm grades nas janelas.
“Todos os lobisomens fazem os serviços mais braçais,” Bea diz enquanto caminhamos pela calçada rachada e estreita, onde a água da chuva se acumula em poças sujas que espelham um céu cinzento. “Já os humanos ficam com os mais degradantes.”
Olho ao redor e vejo a paisagem viva da miséria organizada. Lobisomens homens caminham apressados pelas ruas, carregando caixas pesadas, empilhando madeira, transportando barris que exalam um cheiro azedo. Suas coleiras variam em cor, e isso os distingue entr