Ponto de vista: Rafaella / Salvattore
A madrugada envolvia o hospital em um silêncio estranho, como se o tempo tivesse desacelerado ao redor do quarto onde Rafaella Ferraro permanecia sentada. Os olhos cansados, as mãos entrelaçadas às de Salvattore, que continuava imóvel, o corpo tomado por fios e máquinas. Já passavam de três semanas. Três longas e insuportáveis semanas desde a explosão. Desde que seu coração deixou de bater com paz.
Ela suspirou, encostando a cabeça na beirada da cama.
— Sab