A noite parecia mais fria do que as outras. A lua subia alta, prateada, iluminando o campo de treino vazio. Eu caminhava sozinho pelo pátio, o casaco aberto, tentando controlar o peso da respiração. Fingir que estava tudo bem era cada vez mais difícil, e naquela noite, o disfarce se despedaçou de vez.
Começou com uma fisgada no peito. Não era só dor física, mas uma chama ardendo por dentro, como se meu coração estivesse sendo arrancado. Tropecei, levei a mão ao peito, e um gemido baixo escapou