As noites na cidade nunca são completamente escuras,. Há sempre um poste aceso, uma janela iluminada, o barulho de carros que não cessam. Mas, naquela madrugada, mesmo com toda a luz artificial ao redor, eu me vi mergulhada em trevas.
Me sentia em casa.
O pesadelo começou como todos os outros. O salão iluminado pela lua cheia, risadas ecoando como lâminas, meus joelhos fracos diante da rejeição. Vi o rosto dele, firme, frio, distante. Senti a dor do peito se rasgando em duas metades, como se mi