Samantha
Maelin me chamou ao amanhecer, quando o céu ainda guardava aquele azul que parece guardar segredos. O pátio estava úmido do orvalho, e as marcas prateadas em meu braço e no peito pulsavam discretas, como se respirassem comigo. Oren já estava de pé, conferindo aljavas e cordas, prático como sempre.
— Precisamos de você à frente. — disse Maelin, sem rodeios — Uma patrulha de reconhecimento virou escolta. Há tensão nas fronteiras do vale de Rhiannon. Grupos rebeldes estão exigindo passagem armada. Vou ficar para proteger o clã principal. Você conduz o destacamento.
Oren ergueu os olhos para mim com um meio sorriso de incentivo. Eu sabia o que aquela proposta significava, não era teste, era confiança. Mesmo assim, minha respiração mudou um tom.
— Eu assumo. — respondi — Quem vai comigo?
— Oren, Kern, Davo e oito guerreiros de segunda linha. Quero você escolhendo o ritmo e a postura. — disse Maelin — E, Samantha… não confunda comando com ruído. Você já sabe a diferença.
Assenti. O