Samantha
A madrugada tinha um jeito de vidro limpo naquela altitude. O clã dormia com o cansaço bom de quem trabalhou o corpo e acalmou a mente. Eu, porém, buscava outra coisa.
Subi sozinha até o afloramento de pedra que Maelin chamava de “escuta alta”: uma coroa de rochas abertas para o céu, onde o vento parecia falar uma língua mais antiga do que qualquer juramento.
Sentei com as pernas cruzadas, as palmas voltadas para cima sobre os joelhos, o queixo paralelo ao horizonte. A respiração veio