— Na Lua Sangrenta, Petra — disse ele, com a voz baixa e firme —, ninguém vive para servir. Vivemos juntos, lutamos juntos, comemos à mesma mesa. Aqui você é parte do que somos, todos somos iguais, sem distinção.
Petra o olhou, surpresa pela gentileza, mas também desconfiada. Então abaixou a cabeça em respeito, sussurrando:
— Sim, senhor Solomon.
Lyra observava tudo, o olhar de Solomon demorou-se um pouco mais do que o necessário sobre sua amiga. Não de forma inapropriada, não era isso, mas hav