Era uma biblioteca. Gigantesca. Prateleiras do chão ao teto. Havia um cheiro de papel velho, limpo, quase doce. Livros de todos os tamanhos, encadernados em couro, tecidos nobres, lombadas douradas. Eu entrei devagar, tocando os móveis como se fossem sagrados.
— Evelyn ou Edmund gostavam de livros… — murmurei.
— Pelo visto, sim. — William respondeu, cruzando os braços. — Talvez isso te ajude a não enlouquecer aqui.
Olhei para ele. Ele não estava sendo gentil. Era só… constatação prática