O quarto estava silencioso. A luz da tarde já começava a enfraquecer pela janela pequena. Fernanda estava sentada na cama, encostada na cabeceira, o corpo ainda rígido apesar da medicação.
Sombra estava em pé ao lado, observando. Ele não era homem de reparar em detalhe. Não costumava prestar atenção em coisa pequena.
Mas agora prestava.
O curativo na lateral do corpo dela estava limpo, mas ainda volumoso. A marca do tiro, mesmo superficial, parecia maior do que deveria em alguém tão magra. Havi