A manhã entrou devagar pela janela do quarto.
Rafaela acordou antes das enfermeiras aparecerem. O corpo ainda estava fraco, mas já não doía como antes. O soro continuava pingando lento ao lado da cama.
Ela piscou algumas vezes, tentando lembrar onde estava.
O hospital.
O galpão.
Imperador.
Ele estava de pé perto da janela, falando baixo ao telefone. Quando percebeu que ela estava acordada, encerrou a ligação.
— Bom dia.
Ela demorou um segundo para responder.
— Bom…
Ele se aproximou da cama.
— C