O céu amanhecia com tons de cinza e vermelho, como se pressentisse a tempestade que se formava. Luna, ainda enrolada em um lençol, observava a cidade pela janela do apartamento de Leonel. Havia uma estranha paz antes da guerra — e, dentro dela, uma certeza: não havia mais volta.
Leonel entrou na sala, tenso, vestindo apenas calça social, os cabelos molhados da ducha rápida. Seus olhos estavam sombrios, focados. Ele carregava o celular na mão, a tela aberta em uma mensagem de Davi:
“O advogad