O amanhecer encontrou Luna aninhada no peito de Leonel, os corpos entrelaçados sob a manta rústica do chalé. Pela primeira vez em semanas, ela se permitiu sonhar com um futuro que não fosse moldado pelo medo — mas a realidade não demoraria a bater à porta.
Leonel passou os dedos nos cabelos dela, como se gravasse cada traço da mulher que agora era dele em todos os sentidos.
— Ainda temos um caminho difícil pela frente — ele disse, a voz baixa, grave.
Luna ergueu os olhos para ele, determinada.