Luna encarava o diário como se segurasse uma bomba prestes a explodir.
O couro envelhecido, o cheiro de coisa antiga e guardada por décadas… tudo ali tinha um peso que ela ainda não sabia dimensionar.
Leonel a observava com os olhos atentos. Não dizia nada. Só esperava.
Ela virou a primeira página.
A caligrafia elegante de César Bragança saltava diante dela como uma presença fantasmagórica.
"Hoje sonhei com ela novamente. A mulher dos olhos tristes e do sorriso que prometia a paz que nunca enco