O segundo tiro estilhaçou outra janela, fazendo cacos voarem pelo chão empoeirado. O som ecoava entre os corredores vazios como trovões engaiolados.
Luna sentia o coração acelerar a ponto de doer. Leonel a segurava com força, protegendo cada centímetro de seu corpo.
— Precisamos sair daqui — ele murmurou, a adrenalina tomando conta.
Rodrigo puxou Alícia para trás de uma estante caída, os dois abaixados, trocando olhares rápidos.
— Isso não é obra da polícia. — disse Rodrigo, olhando para o bura