Depois do jantar, quando as conversas diminuíram no salão e as luzes dos candelabros passaram a brilhar mais suaves, Henry tomou a mão de Patrícia com uma firmeza delicada.
Sem dizer nada, apenas entrelaçou os dedos nos dela e a guiou pelos corredores silenciosos do palácio. O ar ali carregava o cheiro leve de flores noturnas que vinham dos jardins internos. Logo chegaram à sacada próxima ao quarto dele — uma varanda ampla, iluminada apenas pela lua, que derramava prata sobre o chão de mármore.
O vento fresco soprou, balançando os cabelos de Patrícia quando ela se aproximou da grade de pedra. Henry chegou por trás dela e, sem hesitar, envolveu sua cintura com os braços, puxando-a gentilmente contra o próprio peito.
— Gostaria que ficasse aqui — murmurou ele junto ao seu pescoço, sentindo a pele dela arrepiar sob seu toque. O perfume que sempre o enlouquecia preencheu o ar, quente e familiar.
Ela soltou um som suave, quase um suspiro.
— Hum… eu também. — respondeu, virando-se nos