Chegado o dia do casamento de Judite, a manhã amanheceu clara, com um sol suave entrando pelos vitrais coloridos da igreja. O ar tinha um leve perfume de flores recém-colhidas, vindas dos arranjos espalhados pelos bancos. A madeira antiga exalava aquele cheiro acolhedor, misturado ao incenso leve que o padre havia acendido.
Elisa sentou-se ao lado da mãe, Eleonor, e de Catarina. As três observavam a decoração enquanto um murmúrio suave de conversas preenchia o ambiente.
— A decoração está linda, amei essas faixas nos bancos e os buquês com flores rosas — disse Catarina, inclinando-se para observar melhor as fitas de cetim que balançavam suavemente com o vento que entrava pela porta lateral.
— Ela tem um gosto simples e requintado, — comentou Eleonor, ajeitando o chapéu elegante que usava.
Elisa passou os olhos pelos arranjos e pelas velas acesas, respirando fundo para absorver o momento.
— Sim, mãe… mas… não é tudo aquilo que Rebeca disse que seria — murmurou, com um leve sor